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Um ultrapassado projeto foi revitalizado sem alterar sua estrutura e ainda resolveu de uma vez por todas um antigo problema de infiltração
Fotos Sérgio Dotta Jr.
Esta residência, construída originalmente sobre o leito de um pequeno riacho, vinha sofrendo há mais de duas décadas com problemas de infiltração que nunca haviam sido totalmente resolvidos, e ainda estava desatualizada em termos de acabamentos e soluções arquitetônicas. O caminho mais provável seria uma reforma radical, porém, logo de início, a arquiteta responsável pelo novo projeto percebeu que, se fosse sugerir mudanças que exigissem grandes alterações na estrutura da residência, a obra atingiria custos impraticáveis para os moradores, uma vez que eles também desejavam decorar a casa após reformá-la. Dessa forma, com um investimento médio de R$ 780 o m² entre itens construtivos e mão de obra, foi possível revitalizar e atualizar a casa de 385 m² numa obra civil que durou doze meses. Além disso, foi construída toda uma nova área na parte posterior do terreno, com direito a piscina, e acrescentados mais 70 m² à metragem construída com a criação de uma edícula nos fundos (R$ 14 mil foi o gasto com a construção completa desta nova estrutura, incluido no valor global da reforma).
Fotos Sérgio Dotta Jr.
PLANO
Uma vez constatadas as boas condições da estrutura, partiuse então do princípio de fazer a reforma mantendo quase todas as paredes e absolutamente todas as colunas e vigas, o que representou uma economia de 14% no valor da obra (que seria o gasto médio desse tipo de intervenção). Basicamente, apenas as paredes do living foram retiradas, para garantir mais espaços abertos e amplos na área social, mantendo como principal foco a troca completa de revestimentos, design de marcenaria, instalação de gesso, nova iluminação e pintura em toda a casa. Para atender à nova decoração que viria posteriormente, também foi preciso criar novos circuitos na parte elétrica, então optou-se por refazer todo o quadro de força da residência (R$ 6 mil).
Fotos Sérgio Dotta Jr.
A aplicação de textura em diversos pontos disfarçou antigas irregularidades no acabamento das paredes, poupando tempo e recursos
Fotos Sérgio Dotta Jr.
A escada em “L” foi substituída por um modelo em “U” (R$ 6 mil) com degraus de granito arabescatto sobre estrutura metálica, possibilitando a instalação de um jardim interno em sua parte inferior
Fotos Sérgio Dotta Jr.
O forro de gesso recebeu Coral Gesso (R$ 40 o galão de 3,6 l) seguido de uma demão de tinta látex PVA comum (R$ 200 a lata de 18 l)
PROBLEMA
Devido às características naturais do terreno, a infiltração era uma ameaça constante e generalizada em todo o pavimento térreo do imóvel. antes de qualquer outra iniciativa, o cuidado com a impermeabilização nas áreas suscetíveis precisou ser redobrado. Consumindo cerca de 4% do valor total da obra, o trabalho com essa parte envolveu a retirada de todo o reboco na altura de um metro a partir do solo ao longo de toda a área do térreo e do terreno (de 300 m²) para a aplicação de manta líquida (R$ 200 a embalagem de 12 kg) antes de rebocar novamente. Nas áreas molhadas também foi feita a impermeabilização mecânica antes da instalação dos pisos. outra questão delicada era o terraço da suíte principal, que estava em “balanço” e precisou de um maior reforço na ferragem para sustentar com segurança a área, que também foi modificada em seu formato e ficou maior (era arredondada, assim como a porta e a janela, mas foi alterada no novo desenho da fachada).
Fotos Sérgio Dotta Jr.
A instalação de um teto de policarbonato na lateral (R$ 8 mil) garantiu amplitude e iluminação ideal para a cozinha
BUSCA PELO PROFISSIONAL
Valorizar profissionais locais foi uma decisão que favoreceu o projeto, a começar pela escolha da arquiteta Elaine Beverlei Carelli, cujo escritório fica localizado próximo à casa. Como uma quase vizinha, ela aproveitou seus conhecimentos na região para conseguir uma boa economia na contratação de mão de obra, especialmente empreiteiro, pintor, serralheiro, todos garimpados no bairro ou regiões próximas. A execução e instalação da marcenaria da suíte com closet, dormitórios e banheiros custaram apenas R$ 40 mil, com desenhos feitos pela própria Eliane, o que permitiu investir mais na cozinha. Outra etapa econômica foi o jardim, cujas plantas foram compradas numa loja do bairro que se encarregou de fazer o plantio, dispensando a contratação de um jardineiro.
Fotos Sérgio Dotta Jr.
O uso abundante de vidros possibilita integração com a parte externa dos fundos, trazendo claridade para o interior da casa
Fotos Sérgio Dotta Jr. Fotos Sérgio Dotta Jr.
Como na maior parte da casa o trabalho com as paredes foi muito simples (tinta e textura), na suíte a arquiteta se permitiu uma brincadeira mais cara, com espelhos e papel de parede importado
ESCOLHAS
Os acabamentos que deram a cara da nova casa vão desde a cerâmica popular da área da piscina (R$ 50 o m²) e o porcelanato mais básico (R$ 100 o m²), até o nobre granito arabescatto (R$ 570 o m²), passando por faixas intermediárias, como o assoalho de ipê (R$ 304 o m² já instalado). As paredes receberam tinta Sherwin-Williams acrílica fosca (incluindo opções antimofo na cozinha e nos banheiros), enquanto as portas foram pintadas com tinta esmalte, de forma que o gasto com pintura foi de R$ 8 mil em mão de obra e R$ 2.500 em material. Para substituir os portões da entrada e garagem, foram gastos R$ 12 mil, enquanto a porta da entrada social feita em marcenaria custou R$ 1.200, e as janelas da sala e suíte, de serralheria, R$ 3 mil.
Fotos Sérgio Dotta Jr.
Fotos Sérgio Dotta Jr.
Com o baixo custo da reforma, os moradores tiveram capital suficiente para investir no design de interiores com mais liberdade
RESULTADO
Com uma paleta de cores leves e outros truques, a arquiteta conseguiu deixar todos os ambientes muito claros e arejados, assegurando ainda fácil manutenção e, especialmente nas áreas íntimas, muito aconchego. Como foi possível aproveitar ao máximo o que já existia e estava em boas condições (paredes, estrutura e telhado), concentrando a reforma na mudança de revestimentos e numa impermeabilização mais criteriosa, a obra saiu a um custo-benefício muito vantajoso, especialmente levando em conta a execução de estruturas caras, como uma piscina, e a presença de acabamentos nobres em determinadas áreas.





 
Se você está pensando em transformar o visual dos ambientes, agora pode ser um bom momento para ficar ligado nas tendências de 2013. Apostar em formas geométricas e orgânicas é uma proposta apontada por especialistas da área. Outra possibilidade é investir em texturas na parede e até em uma pintura em degradê (com tonalidades que se complementem, claro). 
A estética metalizada e com toques enferrujados aparece com muita elegância na cozinha da Casa Cor Santa Catarina. Abuse desta ideia. Foto: Divulgação
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Para cortinas, nada melhor do que recorrer ao poder das transparências, flores e cores chamativas. Foto: Divulgação
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Prepare-se para investir em móveis com estofamento arredondado. Destaque para o sofá usado por Bia Sartori. Foto: Divulgação
O azul-Bic também é tendência. Aliado a isso, este tapete da Casamatriz ainda abusa de geometria em sua composição. Formato que estará em alta
O azul-Bic também é tendência. Aliado a isso, este tapete da Casamatriz ainda abusa de geometria em sua composição. Formato que estará em alta. Foto: Divulgação
O piso cerâmico Lanzi, linha Mohave, apresenta visual semelhante ao mármore. Anote a proposta que será tendência
O piso cerâmico Lanzi, linha Mohave, apresenta visual semelhante ao mármore. Anote a proposta que será tendência. Foto: Divulgação

Mas algumas fotos de inspirações.
A estética da churrasqueira lembra formas geológicas. Conceito será  um dos pontos fortes da decoração em 2013
A decoração de 2013 também contará com a presença de muito cinza e de móveis em concreto
A cor-tendência de 2013 para a Coral é a 'Violeta Inspirado'. Gostou da ideia?




Da Austrália vem a lição para construir uma eco casa, com eficiência energética e, acredite, baixo custo
Foto: Kevin Hui (Divulgação)
"De longe, é o projeto mais sustentável que já fizemos." É assim que o arquiteto australiano Andrew Maynard descreve esta casa, localizada na cidade de Northcote, na Austrália. As palavras do profissional fazem todo o sentido quando se vê de perto as propostas. A começar pela fachada de tijolos aparentes - as peças foram reaproveitadas de uma antiga construção que havia no terreno e foi demolida. Apenas parte dela foi preservada, onde fica atualmente os fundos da residência (o arquiteto teve de integrar as duas áreas). "Usando os materiais da antiga residência conseguimos dar personalidade e unificar as duas edificações. Além disso, evitamos a compra de novos itens, o que garantiu economia e evitou maior consumo", comenta.
Foto: Kevin Hui (Divulgação) Foto: Kevin Hui (Divulgação)
Foto: Kevin Hui (Divulgação)Além de planejar soluções parceiras do meio ambiente, o arquiteto ainda teve de pensar em maneiras de economizar durante a obra. Ele garante que gastou um valor baixo, se comparado as outras construções da região. Reaproveitar materiais e desenvolver um projeto detalhado logo no início foram fundamentais para alcançar esse feito.
Foto: Kevin Hui (Divulgação)
Materiais mais acessíveis
Os revestimentos usados nos ambientes internos foram produzidos na região, o que, segundo o arquiteto, dispensou grandes deslocamentos e evitou emissão de CO2. A pedra, conhecida como bluestone, usada no piso é escura e absorve o calor no inverno, mantendo uma temperatura agradável nos dias mais frios. No verão, o sol geralmente fica mais alto e não tem contato direto com o material. Uma película instalada sobre os vidros também ajuda a garantir conforto térmico - retém o calor (no inverno) e ainda reduz a penetração de luz nos dias quentes. "Dessa forma, eliminamos a necessidade do uso de arcondicionado ou outros aparelhos", comenta Maynard.
 Foto: Kevin Hui (Divulgação)A bancada da cozinha é prática. Ampla, permite que os moradores saboreiem refeições mais rápidas sem deixar o conforto de lado (e ainda conseguem interagir com o mestre-cuca da casa). Sob o móvel, Maynard desenhou armários de MDF que acomodam os utensílios do dia a dia, solução que garante aproveitamento total da área. Com essa economia de espaço, foi possível colocar até mesmo uma mesa de madeira com oito lugares por ali.
Foto: Kevin Hui (Divulgação) Foto: Kevin Hui (Divulgação) Foto: Kevin Hui (Divulgação)
A disposição interna da casa facilitou as atividades diárias. Sala de estar, cozinha, ambiente de jantar e um lavabo ficam no pavimento térreo e fazem parte da ala nova da casa. Na antiga, estão o quarto, um banheiro e o living. No andar intermediário, Maynard dispôs mais um dormitório. A cozinha faz parte da antiga estrutura, enquanto a sala compõe a edificação mais atual. O desafio do arquiteto era unir os dois espaços sem delimitar as áreas. Resultado? Grandes vãos ajudam a oferecer uma sensação de continuidade.
Do limão, limonada
Para integrar, de forma harmônica, as duas partes da residência foi necessário planejar um pequeno e charmoso jardim de inverno. "Os moradores aproveitarão esse espaço para fazer uma plantação de tomates, futuramente", comenta Maynard. O tamanho reduzido da casa, segundo ele, foi uma maneira de minimizar os impactos ambientais com novos materiais e obra. Para construir a morada, quase não houve desperdício de materiais e geração de entulho. O novo volume tem grandes aberturas que favorecem a circulação e convidam a área externa a fazer parte do cenário - o jardim se transformou em uma extensão natural da área social. Algumas das paredes internas, principalmente as dos quartos, foram revestidas com madeira reciclada. Essa estrutura garante conforto térmico e acústico na ala íntima. E, o material protege o meio ambiente.
Foto: Kevin Hui (Divulgação)
Foto: Kevin Hui (Divulgação)
Para unir as duas construções (nova e antiga), o arquiteto apostou em um elemento funcional: uma claraboia na cobertura. Além de ajudar nessa intersecção, a abertura ainda permite a entrada de iluminação natural frequente. Todos os vidros utilizados nas esquadrias do projeto são duplos, característica que ajuda a manter o calor dentro dos ambientes nos dias de inverno.
Posição estratégica
O banheiro fica no pavimento térreo para reduzir os gastos. "Optamos por não colocálo no nível superior, o que resultou em economia com as instalações hidráulicas", afirma o profissional. O espaço foi revestido com azulejos brancos onde se inseriram alguns detalhes de contraste; conta ainda com uma bancada de madeira reciclada feita sob medida. A janela, que vai do chão ao teto, é uma forma de deixar o espaço mais arejado. "Com todas as soluções empregadas no projeto, conseguimos erguer uma casa pequena e sustentável. A extensão da morada significou mais do que apenas uma adaptação do espaço para três pessoas: foi uma maneira de imprimir um estilo de vida mais verde", afirma Maynard.
Foto: Kevin Hui (Divulgação)
Fonte:. Revista Constrir Mais por Menos
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"São profissionais que buscam a cada novo trabalho, apresentar novas ideias e conceitos, aliando as melhores maneiras possíveis para apresentar sonhos em imagens!"