Se você está pensando em transformar o visual dos ambientes, agora pode ser um bom momento para ficar ligado nas tendências de 2013. Apostar em formas geométricas e orgânicas é uma proposta apontada por especialistas da área. Outra possibilidade é investir em texturas na parede e até em uma pintura em degradê (com tonalidades que se complementem, claro).
A estética metalizada e com toques enferrujados aparece com muita elegância na cozinha da Casa Cor Santa Catarina. Abuse desta ideia. Foto: Divulgação
Para cortinas, nada melhor do que recorrer ao poder das transparências, flores e cores chamativas. Foto: Divulgação
Prepare-se para investir em móveis com estofamento arredondado. Destaque para o sofá usado por Bia Sartori. Foto: Divulgação
O azul-Bic também é tendência. Aliado a isso, este tapete da Casamatriz ainda abusa de geometria em sua composição. Formato que estará em alta. Foto: Divulgação
O piso cerâmico Lanzi, linha Mohave, apresenta visual semelhante ao mármore. Anote a proposta que será tendência. Foto: Divulgação
Mas algumas fotos de inspirações.
Da Austrália vem a lição para construir uma eco casa, com eficiência energética e, acredite, baixo custo
"De longe, é o projeto mais sustentável que já fizemos." É assim que o arquiteto australiano Andrew Maynard descreve esta casa, localizada na cidade de Northcote, na Austrália. As palavras do profissional fazem todo o sentido quando se vê de perto as propostas. A começar pela fachada de tijolos aparentes - as peças foram reaproveitadas de uma antiga construção que havia no terreno e foi demolida. Apenas parte dela foi preservada, onde fica atualmente os fundos da residência (o arquiteto teve de integrar as duas áreas). "Usando os materiais da antiga residência conseguimos dar personalidade e unificar as duas edificações. Além disso, evitamos a compra de novos itens, o que garantiu economia e evitou maior consumo", comenta.
Além de planejar soluções parceiras do meio ambiente, o arquiteto ainda teve de pensar em maneiras de economizar durante a obra. Ele garante que gastou um valor baixo, se comparado as outras construções da região. Reaproveitar materiais e desenvolver um projeto detalhado logo no início foram fundamentais para alcançar esse feito.
Materiais mais acessíveis Os revestimentos usados nos ambientes internos foram produzidos na região, o que, segundo o arquiteto, dispensou grandes deslocamentos e evitou emissão de CO2. A pedra, conhecida como bluestone, usada no piso é escura e absorve o calor no inverno, mantendo uma temperatura agradável nos dias mais frios. No verão, o sol geralmente fica mais alto e não tem contato direto com o material. Uma película instalada sobre os vidros também ajuda a garantir conforto térmico - retém o calor (no inverno) e ainda reduz a penetração de luz nos dias quentes. "Dessa forma, eliminamos a necessidade do uso de arcondicionado ou outros aparelhos", comenta Maynard.
A bancada da cozinha é prática. Ampla, permite que os moradores saboreiem refeições mais rápidas sem deixar o conforto de lado (e ainda conseguem interagir com o mestre-cuca da casa). Sob o móvel, Maynard desenhou armários de MDF que acomodam os utensílios do dia a dia, solução que garante aproveitamento total da área. Com essa economia de espaço, foi possível colocar até mesmo uma mesa de madeira com oito lugares por ali.
A disposição interna da casa facilitou as atividades diárias. Sala de estar, cozinha, ambiente de jantar e um lavabo ficam no pavimento térreo e fazem parte da ala nova da casa. Na antiga, estão o quarto, um banheiro e o living. No andar intermediário, Maynard dispôs mais um dormitório. A cozinha faz parte da antiga estrutura, enquanto a sala compõe a edificação mais atual. O desafio do arquiteto era unir os dois espaços sem delimitar as áreas. Resultado? Grandes vãos ajudam a oferecer uma sensação de continuidade.
Do limão, limonada Para integrar, de forma harmônica, as duas partes da residência foi necessário planejar um pequeno e charmoso jardim de inverno. "Os moradores aproveitarão esse espaço para fazer uma plantação de tomates, futuramente", comenta Maynard. O tamanho reduzido da casa, segundo ele, foi uma maneira de minimizar os impactos ambientais com novos materiais e obra. Para construir a morada, quase não houve desperdício de materiais e geração de entulho. O novo volume tem grandes aberturas que favorecem a circulação e convidam a área externa a fazer parte do cenário - o jardim se transformou em uma extensão natural da área social. Algumas das paredes internas, principalmente as dos quartos, foram revestidas com madeira reciclada. Essa estrutura garante conforto térmico e acústico na ala íntima. E, o material protege o meio ambiente.
Para unir as duas construções (nova e antiga), o arquiteto apostou em um elemento funcional: uma claraboia na cobertura. Além de ajudar nessa intersecção, a abertura ainda permite a entrada de iluminação natural frequente. Todos os vidros utilizados nas esquadrias do projeto são duplos, característica que ajuda a manter o calor dentro dos ambientes nos dias de inverno.
Posição estratégica O banheiro fica no pavimento térreo para reduzir os gastos. "Optamos por não colocálo no nível superior, o que resultou em economia com as instalações hidráulicas", afirma o profissional. O espaço foi revestido com azulejos brancos onde se inseriram alguns detalhes de contraste; conta ainda com uma bancada de madeira reciclada feita sob medida. A janela, que vai do chão ao teto, é uma forma de deixar o espaço mais arejado. "Com todas as soluções empregadas no projeto, conseguimos erguer uma casa pequena e sustentável. A extensão da morada significou mais do que apenas uma adaptação do espaço para três pessoas: foi uma maneira de imprimir um estilo de vida mais verde", afirma Maynard.
Fonte:. Revista Constrir Mais por Menos
Varias estruturas com base em containers já foram construídas, e aparências variam amplamente.
O futurista Stewart Brand precisava de um lugar para reunir todo o material para escrever seu livro, ele pegou um container e transformou em um espaço de escritório.
Em 2006, o arquiteto Peter DeMaria projetou os dois primeiros andares de uma casa container como um sistema estrutural aprovado no âmbito das orientações rígidas do código da construção reconhecido nacionalmente (UBC). Esta casa foi a Redondo Beach House e inspirou a criação de Casas Lógicas: um container de carga baseado no conceito de casas pré-fabricadas.
O melhor das casas-container é o preço, entre R$ 1.100 e R$ 3.000 o metro quadrado. Um contêiner com cerca de 10 anos de uso e 15m2 custa R$ 3mil em Porto de Itajaí (SC). Além de barata, uma casa-contêiner pode ser também muito bonita.
Com característica geométrica dos containers, a criação de casas parece uma brincadeira com legos gigantes. Mas são casas de verdade que estão sendo construídas a partir de containers que passaram anos transportando mercadorias, e já sem utilidade comercial, viraram sucata.
Além de aproveitar material nobre descartado, o uso de contêiner gera economia de recursos naturais que não foram utilizados para a estrutura da casa, como areia, tijolo, cimento, água, ferro etc. Isso significa uma obra mais limpa, com redução de entulho e de outros materiais.
Texto:. Idéias da Mary
Fotos:. Diversos
Como já havíamos falado num outro post, a sustentabilidade é algo que tem chamado a atenção de todos os Brasileiros. Não só por uma questão de consciência, mas por uma questão de bom gosto.
Já ouviu falar no piso sobre piso? É exatamente o que você está pensando: a construção de um novo piso por cima do piso antigo. A principal vantagem é o tempo, pois dispensaria que o piso antigo fosse retirado. Em segundo lugar, e não menos importante, iria evitar a bagunça, pois sabemos o quão estressante é estar diante de uma construção.
Os entendidos do assunto dizem que a economia será de 50% (considerando a cerâmica e custo da mão de obra). Um estudo de 2008 nos revela que somente para remoção e retirada dos entulhos é cobrado um valor de R$ 38,00 por M² para trocar mais R$ 17,00 pra sobrepor, onde ocorre a remoção de peças soltas, preenchimento da base e colocação da cerâmica.
Leve em consideração os seguintes critérios:
É preciso verificar se o piso antigo está solto ou quebradiço. Caso esteja, é necessário que seja feito um reparo com com graute [uma espécia de argamassa]. Pode acontecer do piso antigo se quebrar quando ocorrer a colocação do novo piso, e ainda assim deve ser reparado. Importante: não é recomendado que seja feito o sobrepiso diante de um piso danificado.
Você deve estar se questionando do óbvio: o piso ficará mais alto. Definitivamente, sim. Nesse caso, é importante prestar atenção se a altura não está atingindo a soleira, principalmente em ambientes que estão ligados à área externa. Caso a altura seja ultrapassada, é necessário que refaça a soleira. Outro aspecto importante a ser verificado é a altura da porta, para não entrarem em conflito com o piso novo. Não se assuste ao perceber as janelas um pouco mais baixas que o normal.
Por último e mais importante: contrate um azulejista de sua confiança.
Alguns pontos que podem ser úteis:
Sobre cerâmicas e pedras, pode-se utilizar cerâmicas, laminados, vinílicos, porcelanatos, entre outros. Preste atenção se o piso anterior foi revestido com resina, pois nesse caso, o mesmo deve ser retirado.
Não é possível fazer sobre piso de madeira, pois a madeira se movimenta diante do calor e não pode ser molhada com argamassa. Caso queira fazer ao contrário [colocar madeira sobre o piso de cerâmica], é possível.
O vídeo abaixo explica como fazer. Mas lembrem-se: um bom azulejista faz total diferença no orçamento e resultado!
"São profissionais que buscam a cada novo trabalho, apresentar novas ideias e conceitos, aliando as melhores maneiras possíveis para apresentar sonhos em imagens!"