Bem vindo ao nosso blog. Aqui você encontrará tudo sobre "Arch. Desing e 3D Visualization. Trazendo as tendências e novidades nesse mundo espetacular.

Mostrando postagens com marcador Concreto aparente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Concreto aparente. Mostrar todas as postagens

Faz um tempo já que virei fã do trabalho de Márcio Kogan. Entre indas e vindas de pesquisas para trabalhos da faculdade, entre visitas ao site dele, entre matérias nas revistas AU e Projeto e nas aulas de História da Arquitetura.
Na newsletter da Wallpaper Magazine encontrei uma chamada sobre o trabalho de Kogan, e resolvi ler a matéria.
A matéria aborda a maneira como Kogan trabalha o espaço arquitetônico de seus projetos, primando sempre pelo partido da forma de “caixa”, porém dando a cada projeto uma combinação e um arranjo que vão além da forma reta e quadrada. Seus projetos traduzem sempre um senso de liberdade, com espaços flúidos, limpos e claros, e sempre com uma fuga para uma paisagem maravilhosa!

Ao final da matéria, a Wallpaper fez um pequeno bate-papo com Kogan, sobre vida e arquitetura em sua cidade favorita – São Paulo.

Resolvi traduzir a matéria aqui pra quem se interessar dar uma lida e conhecer mais um pouco sobre Márcio Kogan!

WP - Qual é o seu princípio guia de design?
MK – Nós sempre procuramos usar um design simples com um mix de materiais tipicamente brasileiros. E nós gostamos de fazer contraste de materiais.

WP – Quais são 2 de seus heróis?
MK – Na casa Osler nós incorcoporamos um painel de cerâmica que foi especialmente desenhado por Athos Bucão. Foi o último projeto dele. São dele todos os painés clássicos de Brasília para Oscar Niemeyer e Lúcio Costa. O incrível João Filgueiras Lima, ou Lelé como ele é mais conhecido, foi um gênio da sustentabilidade antes disso se tornar o alvo atual de discussões mundiais.

WP - Porque você é tão fascinado pela forma da caixa?
MK – Eu gosto do aspecto lúdico dela. Pra mim, parece ser a forma mais natural para ser usada durante o processo arquitetônico.
 
WP – Muito do seus trabalho encontra-se em São Paulo. Arquitetonicamente, que emoções a cidade desperta em você?
MK – Eu sou viciado em São Paulo. É uma das mais interessantes cidades do mundo. Ela é absolutamente caótica, feia, poluída e muitos outros adjetivos desagradáveis que alguém pode imaginar, mas com uma energia que é absolutamente fantástica e inigualável. O misto de tudo cria uma personalidade única
e apaixonante.

WP- O que está disponível para a cidade?
MK – Um caos ainda maior. A sua infraestrutura se desenvolve num ritmo mais lento que o crescimento da cidade.

WP - Qual de seus prédios é seu favorito?
MK – Mi Casa vol. B em São Paulo. Mas quando finalizarmos a Casa Ilha em Paraty, Rio de Janeiro, ela será minha favorita.

WP- Que prédio você gostaria de ter projetado?
MK – O pavilhão de Barcelona de Mies Van der Rohe.

WP- Qual é um edifício bem projetado?
MK – Eu sempre adimirei os edifícios modernos brasileiros da década de 1930. Incríveis trabalhos foram feitor por dezenas de arquitetos como Lucio Costa, Lina Bo Bardi, Oscar Niemeyer, Rino Levi e Affonso Reidy. É sempre surpreendente para mim que no início do século 20 o Brasil produziu projetos como os que produziu, tão simples e elegantes. Uma lissão para o nosso mundo supérfluo em crise.

WP- E qual é um edifício mal projetado?
MK – Não é uma questão de bonito ou feio. O que me incomoda é o exagero da arquitetura de hoje: é quase barroca e muito cara. Recentemente, participei de uma exibição internacional de arquitetura em Barcelona e – no meio de tantos designs e arquitetos sofisticados e caros – o projeto que mais gostei foi exatamente não um edifício mas um trabalho relacionado a recursos renováveis. A Comunity Cooker é, de forma simples, uma baixa tecnologia processada pela Kenyan company Planning Systems Services onde o lixo é transformado em combustível. Pelos nossos padrões, isto seria considerado feio, mas ele permite a
sobrevivência de milhões de pessoas. Então, o que importa mais? Como diria Oscar Niemeyer, “A vida é mais importante que a arquitetura”.

WP - O que Márcio Kogan estará fazendo daqui a 10 anos?
MK- Eu espero estar vivo!

Aqui estão algumas obras de Kogan abordadas na entrevista: as casas Osler, Corten, C16H14O3 e Panamá.
Casa C16H14O3 – São Paulo
Casa Panama – São Paulo
Casa Osler – São Paulo

Quer ver mais imagens das obras dele?
Então entre no site dele  que aliás, é bem diferente de se navegar.
Até mais pessoal. 

Existe uma lenda que diz que a região da cidade colonial de Paraty e Angra dos Reis (entre São Paulo e Rio de Janeiro) tem 365 ilhas, uma para cada dia do ano. Duas caixas de concreto armado resto, fixado conectado na montanha de uma dessas ilhas, dois prismas modernas entre as grandes pedras colossais da costa brasileira. O projeto volumes para fora da montanha, quase a par da praia, em um cantilever de 8 metros. A casa, de engenhosidade estrutural, encontra equilíbrio na topografia do terreno, constituindo-se uma porta aberta e ampla e espaço de vida na natureza praticamente intocada-. Nas pedras de Paraty, na floresta ombrófila densa da ilha, aranhas venenosas, descobrir este volume ortogonal e penetrar a grama que cobre a laje. Movendo sua frente e as patas traseiras rapidamente, recuperar o site. As aranhas continuar em seu caminho para a casa e penetrar em uma coleção de móveis importante do século XX projetado, entre outros, por George Nakashima, Luis Barragan, Lina Bo Bardi, Sérgio Rodrigues, Joaquim Tenreiro e Zanine Caldas José. As aranhas se perdem na cadeira estofada.
Os habitantes chegar de barco: a entrada para a casa, já protegido pela laje, depois de pisar na areia, é através de uma ponte metálica posicionado sobre um conjunto de forrado de cristal reflectora. A ponte leva a escada de ligação ao menor volume. Este volume contém parte do programa da casa: sala, cozinha e área de serviço. A área contínua interna tem uma extensão de 27 metros e enormes janelas de vidro permitem a vista, o mar.
As escadas de entrada mesmos levar para o volume superior que aloja os quartos. Na parte da frente da casa, os painéis retrácteis de varas de eucalipto proteger os quartos do sol. Os espaços que enfrentam a montanha, têm pequenos pátios internos com iluminação zenital e exposto o uso de concreto armado concede uma textura surpreendente às paredes.
Toda a parte superior da casa é coberta com terraços, observatórios para os habitantes, para as aranhas venenosas, ou jardim para as esculturas e para as plantas medicinais e ervas comestíveis.
 Segue mais algumas fotos para essa inspiração de projeto maravilhosa. Acompanhem:.
Paraty House - Marcio Kogan © Nelson Kon Paraty House - Marcio Kogan © Nelson Kon
Paraty House - Marcio Kogan © Nelson Kon Paraty House - Marcio Kogan © Nelson Kon
Paraty House - Marcio Kogan © Nelson Kon Paraty House - Marcio Kogan © Nelson Kon
Paraty House - Marcio Kogan © Nelson Kon Paraty House - Marcio Kogan © Nelson Kon
Paraty House - Marcio Kogan © Nelson Kon Paraty House - Marcio Kogan © Nelson Kon
Paraty House - Marcio Kogan © Nelson Kon Paraty House - Marcio Kogan © Nelson Kon
ground floor plan ground floor plan first floor plan first floor plan
second floor plan second floor plan third floor plan third floor plan
front elevation front elevation section 01 section 01
section 02 section 02 

A confusão entre os dois materiais é muito comum, ainda mais agora que os revestimentos cimentícios estão sendo muito utilizados. Na verdade os dois têm o mesmo princípio – o aspecto e a cor cinza do cimento aparecendo – mas o concreto aparente é um método construtivo (muito usado na década de 60) e o cimento queimado é um tipo de acabamento.
Um dos sistemas construtivos mais usados nas construções é o concreto armado: concreto (areia, pedra e cimento) + estrutura de aço (armadura de ferro). Se for usado sem acabamentos é denominado concreto aparente.
Isso quer dizer que o concreto não é apenas um acabamento, mas a própria viga, pilar, parede, laje ou piso da construção. Também é possível usá-lo para fazer alguns móveis, como bancos e bancadas.
A grande vantagem é que o material dispensa o desenvolvimento de outras etapas da obra, como emboço e reboco, e não é preciso gastar com outros revestimentos.
Se você quer ter concreto aparente na sua casa, a decisão deve ser tomada ainda na fase de construção. Para ficar aparente, um bom acabamento é fundamental e essa é a grande dificuldade. Por isso, estude o assunto e procure mão-de-obra qualificada para a execução. O cálculo estrutural e o concreto utilizado influenciam no aspecto e devem ser definidos por um engenheiro. Se não for o seu caso, peça para ver trabalhos executados anteriormente pelo seu empreiteiro.
Lembre-se: o concreto não admite muitos retoques e não é como uma parede de alvenaria, que você pode quebrar um pedaço e refazer. Tem que acertar de primeira ou fazer tudo de novo!
Para fazer uma parede em concreto aparente, deve-se fazer uma fôrma para moldar o concreto. Ela pode ser de madeira (mais comum) ou metálica (mais cara e menos usada).
As fôrmas ficam em contato direto com o concreto enquanto o material endurece, marcando sua superfície e definindo a aparência da parede. Devem ser bem travadas para não abrirem quando o concreto for despejado e não deixarem a parede torta.
Fôrmas metálicas – permitem um acabamento mais uniforme e mais liso. Muitas vezes, como na foto acima, os furos da fôrma ficam marcados, eu acho lindo, mas quem não gostar pode cobrir com cimento.
Este processo é chamado de estucamento, feito com uma mistura do mesmo cimento da parede e aplicado com muita cautela. Mas é comum a emenda sair pior do que estava antes, então nunca deixe um pedreiro inexperiente realizar esse processo, acompanhe de perto caso ele seja necessário.
Fôrmas em madeira - a flexibilidade de acabamentos é maior. Você pode escolher efeitos mais uniforme ou mais texturizados. Para um acabamento quase liso, é necessário utilizar um madeirite emborrachado.
Se a parede for maior do que a placa de madeirite e você não quiser as juntas aparecendo, igual na foto acima, elas devem ser cobertas por uma fita.
Para conseguir frisos menores, a fôrma pode ser de sarrafos horizontais ou verticais. Todos os efeitos são lindos, não consigo escolher o melhor.

Próxima matéria continua sobre Concreto Aparente.
 - A concretagem
 - O Acabamento
Segue abaixo mais algumas imagens para vocês babarem de lindo.
author
Depoimentos de clientes
"São profissionais que buscam a cada novo trabalho, apresentar novas ideias e conceitos, aliando as melhores maneiras possíveis para apresentar sonhos em imagens!"